Feiras e RPG
cartinha 63
Feirinha
Na última edição do Caderno Velho eu comentei sobre o Espaço Força e Luz, que tem cadernos e manuscritos do Erico Veríssimo (além de outras exposições e eventos muito legais) e olha que tri: vai rolar uma feira de arte lá dia 1 (sábado) e eu vou participar com uma banquinha! O Velho até criou cadernos especialmente pra esse evento, com esse desenho do prédio nas guardas,
A próxima edição do Caderno Velho sai dia 18. Obrigada todo mundo que assinou, é mais gente do que eu esperava! Lembrando que a assinatura custa 7 reais por mês e pode ser cancelada a qualquer momento:
Mas se preferir você pode pagar por pix (no email samantafloor2@gmail.com) que eu te incluo numa lista de email. E assinantes da Bekopaper não pagam nada <3
RPG na BP
A BP de agosto tá sendo um dos temas mais legais de desenhar. Eu fui uma grande nerdona de RPG quando criança: tinha 13 anos, só uma amiga e nossa ideia de diversão era ler GURPS (um sistema horrorosamente complexo que eu não conseguiria aprender hoje) e fazer fichas de personagens super detalhadas. Um pouco mais tarde a gente conheceu outras crianças esquisitinhas e logo um grupo se formou. Eu não jogo RPG faz uns 25 anos, mas ainda tenho um carinho enorme por elfos, anões, dragões, etc. Ah, e sei lá porque, mas eu gostava de jogar como ladra.
Aliás, no final dos anos 90, algum nerd conseguiu acesso ao castelo Simões Lopes e lá rolaram várias lives de vampiro (lógico que eu tive uma fase nerd gótica também) eu era uma gangrel, uma mistura de vampiro com lobisomen, haha. Enfim, bons tempos. O castelinho hoje está completamente abandonado e caindo aos pedaços. Fico feliz de ter essas memórias de lá, é/era um lugar muito bonito.
Se você é de Pelotas e curte história (e Pelotas tem uma rica história) recomendo muito os passeios do Pelotas Mal Assombrada.
Esse tema é legal pra mim também porque o “gibizão II” tem bruxinhas, monstros e esse morceguinho:
Esse ano eu vi duas séries tão boas que resolvi recomendar aqui pra vocês:
Hacks: duas comediantes de gerações diferentes, diálogos maravilhosos e atuações incríveis. Encerrou na quinta temporada em alto estilo. Adoro séries redondinhas, com arcos e histórias definidas, que não ficam se arrastando por inúmeras temporadas.
Widow’s Bay: é terror? é comédia? É ambos! E não é aquele terrir engraçadão: aqui o horror realmente assusta. E o humor é realmente engraçado. A criadora da série é a Katie Dippold, que foi uma das roteiristas de Parks and Recreation. É sensacional e entrou pro meu top 10 melhores séries da vida.
Esse livro da Ursula K Le Guin, de 1979: The Language of the Night, são artigos sobre literatura:
At this point, realism is perhaps the least adequate means of understanding or portraying the incredible realities of our existence. A scientist who creates a monster in the laboratory; a librarian in the library of Babel; a wizard unable to cast a spell; a spaceship having trouble in getting to Alpha Centauri; all these may be precise and profound metaphors of the human condition. Fantasists, whether they use the ancient archetypes of myth and legend or the younger ones of science and technology, may be talking as seriously as any sociologist—and a good deal more directly—about human life as it is lived, and as it might be lived, and as it ought to be lived. For after all, as great scientists have said and as all children know, it is above all by the imagination that we achieve perception, and compassion, and hope.
Neste ponto, o realismo talvez seja o meio menos adequado para compreender ou retratar as incríveis realidades da nossa existência. Um cientista que cria um monstro em seu laboratório; um bibliotecário na Biblioteca de Babel; um mago incapaz de lançar um feitiço; uma nave espacial com dificuldades para chegar a Alfa Centauri; tudo isso pode ser uma metáfora precisa e profunda da condição humana. Os escritores de fantasia, utilizando os antigos arquétipos do mito e da lenda, ou os mais recentes da ciência e da tecnologia, talvez estejam falando com tanta seriedade quanto qualquer sociólogo — e de maneira muito mais direta — sobre a vida humana como ela é vivida, como poderia ser vivida e como deveria ser vivida. Afinal de contas, como já disseram grandes cientistas e como toda criança sabe, é por meio da imaginação, acima de tudo, que alcançamos a percepção, a compaixão e a esperança.
Até a próxima, amigos!









Assisti Widow's Bay semana passada e fiquei encantado com essa mistura de terror e comédia. Com certeza entrou pros favoritos aqui também, ri horrores (tun dun tss) e tô até agora me encolhendo da cena do palhaço. Hacks está na minha lista mental de coisas que o universo continua colocando no meu caminho, então acho que abrirei espaço também. 😊